Coleção de Vinil

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Novidade 09 | Last of a Dying Breed (2012) - Lynyrd Skynyrd

Ano: 2012
Gravadora: Roadrunner Records
Gênero: Southern Rock, Country Rock e Hard Rock
Obs: o álbum não está a venda.

Há um tempo atrás, no post sobre o "Pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd (1973)" do Lynyrd Skynyrd, prometi que assim que o último álbum da banda estivesse em minhas mãos, faria o post sobre o mesmo. Agora chegou o momento, o vinil chegou faz um tempinho, mas só agora eu pude escrever.
Assim no post novidade de hoje, falarei um pouco o "Last of a Dying Breed (2012)", o álbum mais recente da banda de Southern Rock: Lynyrd Skynyrd.
Como eu disse no post anterior, o Lynyrd Skynyrd foi uma banda que apostou numa nova formação e conseguiu ainda realozar um magnífico trabalho nesse novo álbum. 
O acidente e a morte de diversos integrantes da banda, fez com que a carreira da banda fosse dividida em três fazes: o auge, o pós acidente e o recomeço e apesar de muitos criticarem os últimos álbuns da banda, eu particularmente acredito que o bom Rock N' Roll não pode morrer. Banda clássicas na década de 60 e 70, mesmo que com músicas e performances não sendo memoráveis, tem que gravar sim novos álbuns e relembrar seus clássicos, esse é o caso também do Lynyrd Skynyrd.
O álbum foi anunciado em 2 de maio de 2012 e foi lançado em 21 de agosto de 2012 nos EUA e 17 de setembro no Reino Unido e possui 15 faixas que espantam até o mais paciente ouvinte. Mas, no caso do Lynyrd Skynyrd, talvez 15 faixas não fossem suficientes. A banda consegue arrebentar em quase todas as canções, sejam elas pauladas de Hard Rock ou baladas românticas do Southern Rock. Alguns diriam que algumas canções poderiam ter sido cortadas, mas todas são boas e bem compostas, mesmo as faixas sendo relativamente curtas em comparação com o histórico da banda. O novo álbum é mais completo do que o antecessor, o entrosamento dos guitarristas é algo espantoso. Gary Rossington conseguiu manter a banda viva e trazer pra junto dele excelentes músicos, principalmente Rickey Medlocke, que foi capaz de reviver Free Bird. O baixista Johnny Colt e o tecladista Peter Keys têm participação discreta, mas também desempenham bem o seu papel.
A faixa-título "Last of a Dying Breed" foi perfeita para dar início ao álbum. Ela começa com a cara do Country Rock, com Gary Rossington dando o tom com a guitarra havaiana, seguida de perto por um estrondoso riff despejado por Rickey Medlocke e Mark Matejka. Essa música se parece muito com a primeira faixa do disco Twenty de 1996, chamada "We Ain't Much Different". Rápida, potente, cheia de energia e com refrão pegajoso. Quando eu ouço eu já consigo me transportar para a estrada e para o clima quente da Flórida.



Depois de acelerar logo de cara, essa música vem para trazer mais cadência. "One Day At The Time" é uma baita música, sobretudo porque vemos solos de guitarra muito bem elaborados pela dupla de guitarristas solo. Johnny Van Zant está muito bem nessa, também. É uma das melhores do disco, sem dúvida, tanto em peso, quando na letra, que fala em viver cada momento da vida com uma analogia perfeita: "smell the roses, taste the wine".



"Homegrown" aparece para manter o alto nível do disco, dando uma pegada mais hard rock, quase chegando ao metal. Os riffs estão poderosos e os solos, apesar de curtos, encaixaram bem. 


Mesmo não sendo uma das melhores baladas da banda, "Ready to Fly" é uma excelente música e útil no contexto do álbum, a letra é sensacional e a qualidade instrumental é muito boa, característica das baladas da banda.


Não há como ver o nome dessa música e não pensar na já consagrada moda de Southern "Mississipi Kid" do próprio Lynyrd, que fez sucesso nos anos 70. O começo até dá essa ideia, mas quando começam os riffs sincopados e o vocal rouco e pesado de Van Zant, a memória e semelhança se vão e aparece uma das melhores músicas desse disco. Aquele intervalo entre uma estrofe e outra em que somente aparece a batida marcada da bateria com o vocal, é perfeito.
A música mais pesada do álbum, "Good Teacher" é uma pancadaria sem fim que tem muito pouco de Southern Rock. O começo até pode lembrar – a fãs, claro – o wah-wah de Kirk Hammett, do Metallica. 


"Something to Live For", seria a música mais tranquila do álbum, mas mesmo assim tem qualidade, uma balada Country bem suave e melancólica.
"Life's Twisted" é espetacular em todos os aspectos. Os melhores solos, riffs e vocais do disco estão presentes nela. A música é bem dividida, o refrão é daqueles para cantar a plenos pulmões, excelente composição e arranjo.
"Nothing Comes Easy" tem a cara do velho oeste e trata do patriotismo dos sulistas. Digamos que essa seja a música menos empolgante do álbum.
Já "Honey Hole" representa a fase moderna do Lynyrd Skynyrd, unindo todos os elementos que tornaram a banda famosa, somada à pegada moderna e pesada dos anos 2000 e 90. O vocal de Johnny Van Zant é o destaque desta música. Ele, aliás, está em melhor forma do que em God & Guns, há quem discorde claro. Calma e bem marcada nas estrofes, á música tem um refrão mais agitado e grudento e depois a suavidade volta.


E por fim, na edição em vinil, temos "Start Livin' Life Again", típica balada sulista, totalmente country. Música para ouvir enquanto se está tirando um bom cochilo na rede. Faixa que se encaixaria perfeitamente nos discos antigos, uma obra prima.
Embora a terceira parte do álbum não acompanhe o nível da primeira parte, "Poor Mans' Dream" é uma boa música, no estilo Sweet Home Alabama, Southern Ways, entre outras.
"Do It Up Right", não acompanha o nível de boa parte do disco, apesar de mostrar do que o tecladista Peter Keys é capaz.
"Sad Song" é a preparação para a última música, bem pausada e com tom melancólico.
Já "Low Down Dirty" segue a linha de "Good Teacher" e "Homegrown", fechando com chave de ouro um baita disco do Lynyrd Skynyrd. Riffs ousados e bem despejados, solos sulistas encaixados de forma magistral e vocal pesante, meio que resumindo o que foi Last of a Dyin' Breed.
Com esse álbum o Lynyrd Skynyrd coloca um pé no passado e outro no presente, com resultados positivos na sua totalidade, com apenas Gary Rossington remanescente do elenco original do grupo.
Depois de uma abertura slide guitar corajoso de Rossington, Van Zant começa o álbum com um tributo lírico rápido para seu irmão partiu - "Aprendi com o melhor, ele me ensinou bem" - antes prometendo continuar seguindo em frente:
"I hear that highway callin'! 
Oh, feel the breeze...
I been a rambler and a gambler, Lord I'm free
Saddle up baby, ride up close to me
An open highway's all I'll ever need
Last of a dying breed
Last of the dying breed"
É é isso que os verdadeiros fãs da banda esperam, que ela continue lançando excelentes álbuns como esse último.
Mais sobre o Lynyrd Skynyrd em "Pronounced 'lĕh-'nérd 'skin-'nérd (1973)"

Integrantes 
Johnny Van Zant – Vocal
Gary Rossington – Guitarra
Rickey Medlocke – Guitarra
Michael Cartellone – Bateria
Mark Matejka - Guitarra
Johnny Colt - Baixo
Peter Keys - Teclado
John Lowery ou "John 5" - Guitarra Adicional

Músicas
Side A
"Last of a Dyin' Breed"
"One Day at a Time"
"Homegrown"
"Ready to Fly"
"Mississippi Blood"

Side B
"Good Teacher"
"Something to Live For"
"Life's Twisted"
"Nothing Comes Easy"
"Honey Hole"
"Start Livin' Life Again"

Faixas bonus
Poor Mans' Dream
Do It Up Right
Sad Song
Low Down Dirty

Fotos do Vinil
Foto: Diego Kloss

Um comentário:

  1. Banda fantástica,álbum digno da melhor banda de Southern Rock da História.
    Se tiver algo sobre o Blackberry Smoke seria interessante. Abs

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