Coleção de Vinil

sábado, 20 de julho de 2013

Épico 09 | Ritchie Blackmore’s Rainbow (1975) - Rainbow

Ano: 1975
Gravadora: Polydor
Gênero: Heavy Metal e Hard Rock.
Obs: o álbum não está a venda.

No post épico de hoje foi falar de uma banda que conhecia mais que há pouco tempo comecei a explorar a belíssima discografia. E como diria meu amigo Marlon Vieira "Um pequeno solo de bateria cheio de personalidade explode na caixa de som, enquanto as cordas da guitarra são arranhadas por uma palheta que escorrega pelo braço do instrumento..." isso define o Rainbow e tudo que representou o "deus do metal encarnado" Ronnie James Dio.
Neste post foi tratar brevemente da carreira da banda, falando também sobre Dio, mas irei destacar meu álbum favorito que o "Ritchie Blackmore’s Rainbow", que completou 35 anos em 2010.
O Rainbow foi uma banda de rock formada pelo fundador do Deep Purple, guitarrista Ritchie Blackmore em 1975. Além de Blackmore, a banda inicialmente consistia de antigos membros da banda Elf: o vocalista Ronnie James Dio, o tecladista Mickey Lee Soule, o baixista Craig Gruber e o baterista Gary Driscoll. Ao passar dos anos, o Rainbow passou por muitas mudanças.
O nome escolhido para a banda foi Ritchie Blackmore's Rainbow (para aproveitar a fama do ex-Deep Purple), mais tarde mudado para apenas Rainbow. Possivelmente este nome foi tomado de um clube de Los Angeles em que Blackmore e a banda Elf costumavam tocar (o Elf havia feito a abertura de alguns shows do Deep Purple).


A formação inicial, que gravou um disco com o nome de Ritchie Blackmore's Rainbow, contava com Ronnie James Dio no vocal (segundo vocalista do Black Sabbath e que mais tarde viria a seguir uma bem sucedida carreira solo), Craig Grubber no baixo, Gary Driscoll na bateria e Mickey Soule nos teclados. Obviamente sendo uma banda de músicos experientes e conhecidos não tiveram que galgar degraus em sua carreira, se tornando imediatamente aceita pelos fãs do Hard Rock europeu (posição que seria mudada mais tarde com a mudança da banda para os Estados Unidos e a escolha pela música que agradasse ao público americano).
O álbum de estréia "Ritchie Blackmore's Rainbow" abre com “Man On The Silver Mountain”, com um dos mais famosos riffs de Balckmore. A segunda faixa é “Self Portrait”, regravada pela atual banda de Ritchie, o Blackmore’s Night. Em seguida aparece “Black Sheep Of The Family”, um cover do grupo Quartermass, música que, inclusive, foi recusada pelo Deep Purple para integrar o álbum “Strombringer". Logo, vem a viajante e deliciosa “Catch The Rainbow”.



A quinta faixa é “Snake Chamer" e a sexta canção é a magnífica “The Temple Of The King”, minha música favorita. É bela, agressiva, épica e melancólica, ao mesmo tempo. Blackmore caprichou no trabalho de guitarra, cujo riff é nervoso, pesado, mas contido ao mesmo tempo, é cadenciado na medida certa, o que faz com que a música mantenha uma aspecto dinâmico. Esta música é daquelas que, quando você ouve de olhos fechados, prestando atenção em cada um dos detalhes, você sente um arrepio na espinha. Para interpretá-la da forma correta, você precisa deixar esse arrepio tomar conta do corpo, fechar os olhos, e cantar como se fosse a última coisa da sua vida. E é isso que podemos ouvir de Dio nesta canção, cuja voz soa de forma divina e infernal neste trabalho.


A antepenúltima música de “Ritchie Blackmore’s Rainbow” é a rápida “If You Don’t Like Rock ‘N’ Roll”. “Sixteenth Century Greensleeves” é a penúltima faixa do disco, esta também foi regravada pelo Blackmore’s Night e, para encerrar, a instrumental “Still I’m Sad”, um cover do Yardbirds.
Para a gravação do segundo álbum do grupo, o clássico “Rising”, o “dono da bola” dispensou o time todo, exceto o vocalista Ronnie James Dio.
Os egos gigantescos de Blackmore e Dio rapidamente gerariam atritos com os outros componentes. Logo após a gravação do primeiro disco houveram diversas mudanças de formação. A banda viria a se estabilizar novamente com Cozzy Powell na bateria (mais tarde no Black Sabbath), Jimmy Bain no baixo e Tony Carey nos teclados. Com esta formação lançaram um álbum ao vivo "On Stage" e o segundo álbum de estúdio da banda, o espetacular "Rainbow Rising", em 1976. Esta formação foi a mais duradoura da banda e a mais aclamada pelo seu público antigo.
O próximo álbum a ser lançado seria "Long Live Rock and Roll", em 1978. Com certeza o mais difícil da carreira da banda, pois após o início das gravações seguiram-se problemas entre Blackmore e os outros integrantes. Jimmy Bain é demitido e seu substituto, Mark Clark, dura apenas algumas semanas na banda, sendo logo substituído por Bob Daisley (que viria a tocar com Uriah Heep, Gary Moore, Black Sabbath, Ozzy Osbourne e Yngwie Malmsteen). Como Bob foi contratado apenas para a turnê o próprio Blackmore gravou o baixo no disco. Tony Carey também foi substituído por David Stone. Após uma curta turnê a banda se separa oficialmente e Dio inicia sua bem sucedida carreira solo (acompanhado pelo baixista Jimmy Bain). Aparentemente Blackmore desejava seguir uma musicalidade menos clássica, fazer canções mais assimiláveis pelo mercado americano, abandonar a temática medieval e fazer canções românticas, tendo sido apoiado apenas por Cozy Powell.
Em 1980 Blackmore reformulou a banda, lançando "Down to Earth", com Cozy Powell na bateria, Roger Glover no baixo, Don Airey nos teclados e o desconhecido Graham Bonnet nos vocais. A mudança no som da banda prova ter sido válida pelo menos comercialmente e o Rainbow inicia sua fase de maior vendagem. Após a saida de Cozzy Powell (substituído por Boby Rondinelly, que mais tarde iria para o Black Sabbath) e a entrada de Joe Lynn Turner (que mais tarde participaria do Deep Purple) no lugar de Grahan Bonnet, lançam em 1981 um outro álbum no mesmo estilo. A mesma formação (incrível) lança "Straight Between the Eyes" em 1983 e após a substituição de Boby Rondinelly por Chuck Burgi lançam "Bet Out Of Shape", em 1984.
Em virtude da reunião do Deep Purple em 1985, a banda Rainbow foi extinta até o lançamento de "Stranger in Us All" de 1995. O disco deveria ser um trabalho solo de Blackmore mas o apelo de usar o nome Rainbow foi maior. A banda formada por Doogie White nos vocais, Greg Smith no baixo, John O'Reilly na bateria e Paul Morris nos teclados, embora não apresentasse nenhuma ligação com a banda antiga (a não ser o guitarrista, claro) foi batizada novamente de Ritchie Blackmore's Rainbow. Chuck Burgi (antigo baterista) participou da turnê que se seguiu.
A banda acaba e Blackmore forma seu grupo de música renascentista, o Blackmore's Night, com Candice Night no vocal, permanecendo assim até hoje. Ronnie James Dio passou pelo Black Sabbath, o que o consagrou ainda mais além, revitalizando e dando uma nova cara ao Sabbath. Após isso formou a bem sucedida banda Dio, e em 2007, se juntou ao Black Sabbath novamente, porém com o nome de Heaven and Hell, onde permaneceu até sua morte em 2010. A banda começou combinando místicos temas líricos com metal neoclássico, mas foi em um estilo comercial mais simplificado após saída de Dio do grupo. O Rainbow foi classificado na posição 90 da VH1 dos 100 maiores artistas de Hard Rock.

Última formação
Doogie White — vocal (1994–1997)
Ritchie Blackmore — guitarra (1975-1984, 1994-1997)
Greg Smith — baixo (1994-1996, 1997)
John Micelli — bateria (1995-1997)
Paul Morris — teclado (1994-1997)

Ex-integrantes
Vocal
Ronnie James Dio (1975-1978)
Graham Bonnet (1979–1980)
Joe Lynn Turner (1980–1984)

Baixo
Craig Gruber (1975)
Jimmy Bain (1975-1977)
Mark Clark (1977)
Bob Daisley (1977-1978)
Jack Green (1978-1979)
Roger Glover (1979-1984)

Teclado
Mickey Lee Soule (1975)
Tony Carey (1975-1977)
David Stone (1977-1978)
Don Airey (1979-1981)
David Rosenthal (1981-1984)

Bateria
Gary Driscoll (1975)
Cozy Powell (1975-1980)
Bobby Rondinelli (1980-1983)
Chuck Burgi (1983-1984, 1995-1997)
John O. Reilly (1994-1995)

Músicas
Side One
"Man on the Silver Mountain"
"Self Portrait"
"Black Sheep of the Family"
"Catch the Rainbow"

Side Two
"Snake Charmer"
"The Temple of the King"
"If You Don't Like Rock 'n' Roll"
"Sixteenth Century Greensleeves"
"Still I'm Sad"  

Fotos do vinil

Foto: Diego Kloss

2 comentários:

  1. Tenho todos os discos do Rainbow. Até os ruins com Joe Turner têm sempre uma bela composição

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  2. Rainbow sempre foi uma banda fantástica. Tenho todos os Lps que
    saíram no Brasil de 1975 a 1986, em versão nacional, com excessão
    de On Stage, aonde no Brasil saiu como disco simples e com música
    editada. O original importado é duplo, além de vir acompanhado por
    dois encartes repleto de fotos do show e dos bastidores.

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