Coleção de Vinil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Épico 11 | A Peleja do Diabo com o Dono do Céu (1979) - Zé Ramalho


Ano: 1979
Gravadora: Epic (CBS - Sony Music)
Gênero: MPB, Forró, Frevo e Rock Progressivo
Obs: o álbum não está a venda.

No post Épico de hoje, vou fugir um pouco no Rock para trazer um álbum muito peculiar na música popular brasileira, de um artista que vale mais do que o grande público percebe. Estou falando de Zé Ramalho, "o guitarrista do sertão", alguém universal que canta sua aldeia, com voz e cara do nordeste, sem perder a antena com o mundo e a humanidade. E o álbum, que considero particularmente especial, é "A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu", de 1979. A sua viagem começa com sua capa, que tem Zé do Caixão e a atriz Xuxa Lopes, como num cordel, em que Zé encarna o Dono do Céu e o diabo é Zé do Caixão. Mas antes de comentar sobre o álbum, vou falar um pouco sobre a biografia de Zé Ramalho.
José Ramalho Neto, mais conhecido como Zé Ramalho, é um cantor e compositor brasileiro, nascido em Brejo da Cruz no dia 3 de outubro de 1949. É primo da cantora Elba Ramalho.
Suas influências musicais são uma mistura de elementos da cultura nordestina (cantadores, repentistas e rabequeiros), da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys e Renato e seus Blue Caps), a sonoridade dos Beatles e a rebeldia de The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e, principalmente, Bob Dylan. Há elementos da mitologia grega e de histórias em quadrinhos em suas músicas.
Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a Lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, cujo resultado colocou Zé Ramalho na 41ª posição.


Filho de Estelita Torres Ramalho, uma professora do ensino fundamental, e Antônio de Pádua Pordeus Ramalho, um seresteiro. Quando tinha dois anos de idade, seu pai se afogou numa represa do sertão, e passou a ser criado por seu avô. A relação entre os dois seria mais tarde homenageada na canção "Avôhai". Até que este também se foi e , mesmo assim, não abandonou o protagonista de nossa história.
O velho, lá do além, soprou uma música nos ouvidos do neto, ao mesmo tempo que repetia "Avôhai" – avô e pai! O rapaz, respeitoso e obediente, guardou o presente que foi lhe dado por seu querido avô. Obviamente ele não tinha dúvidas em relação ao nome da canção, que viria a ser o seu primeiro sucesso, abrindo-lhe portas que antes teimavam em se conservarem fechadas.
Antes do sucesso iniciado com "Avôhai", o nosso humilde herói passou por maus momentos na metrópole do Rio de Janeiro, longe de sua terra natal. Fez o caminho antes percorrido por muitos de seus conterrâneos e compartilhou o drama de um grande número de nordestinos, obrigados a abandonar sua terra, assolada pela praga da ambição humana. Culpam Deus ou a natureza por estas desgraças, mas o nosso cantador certamente sabia que homens corruptos, ambiciosos e insensíveis são os verdadeiros vilões desta história.
Na "capital cultural do país", passou fome, dormiu em bancos de praça e se prostituiu para sobreviver. Mais tarde falaria sobre este drama numa de suas mais belas músicas "Taxi Boy": "Minha profissão é suja e vulgar, quero pagamento para me deitar."


Após passar a maior parte da sua infância em Campina Grande, sua família se mudou para João Pessoa. Esperava-se que ele se formasse em Medicina. Assim que a família se estabeleceu em João Pessoa, ele participou de algumas apresentações de Jovem Guarda, sendo influenciado por Renato Barros, Leno e Lílian, Roberto Carlos & Erasmo Carlos, Golden Boys, The Rolling Stones, Pink Floyd e Bob Dylan.
Em 1974, já havia participado da banda The Gentlemen e tocou na trilha sonora do filme Nordeste: Cordel, Repente e Canção, de Tânia Quaresma. Na época, passou a misturar as suas influências: de Rock "n" Roll a forró.
Zé Ramalho, Alceu Valença e Lula Cortes no festival Abertura, em 1975.
Um ano depois, gravou seu primeiro álbum, Paêbirú, com Lula Côrtes na gravadora Rozenblit. Hoje em dia, as cópias desse disco valem muito por serem raras (o vinil mais caro do Brasil, cópias originais de época chegam a valer 4 mil reais).
A maré começa a mudar. No mesmo ano, conheceu o produtor Carlos Alberto Sion que perguntou se nosso cantador tinha outras músicas além de Avôhai. É apresentada uma fita demo com as pérolas "Chão de Giz" e "Vila do Sossego".  Entretanto, as gravadoras não se interessaram no som não muito convencional de Ramalho. Mas quando diretor de televisão Augusto César Vanucci mostrou a canção "Avôhai" para a sua esposa, a cantora Vanusa, as coisas começaram a mudar de figura. Com a gravação de Vanusa, e uma forcinha de seu amigo Fagner, Zé Ramalho foi contratado pela gravadora CBS (atual Sony/BMG). Daí, foi só Zé Ramalho entrar em estúdio e gravar o seu primeiro álbum solo, que levava o seu nome no título. "Zé Ramalho", que foi lançado em 1978, trazia sucessos "místicos", como "Avôhai" (agora, finalmente, gravado pelo seu compositor), "A Dança das Borboletas" e "Chão de Giz".


Em 1979, a genialidade do compositor Zé Ramalho se confirmaria com um antológico disco: "A Peleja do Diabo com o Dono do Céu". As canções viajantes do primeiro disco deram lugar a algo mais politizado. Em razão disso, esse novo álbum, que contava com uma foto na capa do compositor ao lado do cineasta Zé do Caixão e da atriz Xuxa Lopes, em uma imagem de cordel, trazia canções que chegaram até a incomodar o governo militar, como "Admirável Gado Novo" e a própria faixa-título.


Extremamente bem produzido (mais uma vez, Carlos Alberto Sion foi o responsável), o álbum rendeu a Zé Ramalho o seu primeiro disco de ouro. Naquela época, o paraibano já estava compondo canções para os discos de colegas como Elba Ramalho, Fagner e Geraldo Azevedo.
A abertura de "A Peleja do Diabo Com o Dono do Céu", exatamente com a sua faixa-título, já resumia bem a proposta do trabalho. Sob uma sonoridade que era capaz de misturar todos os elementos típicos da música nordestina (xote, xaxado, baião e o que mais aparecesse), Zé Ramalho destilava fortes críticas sociais: "Com tanto dinheiro girando no mundo / Quem tem pede muito, quem não tem pede mais / Cobiçam a terra e toda a riqueza / Do reino dos homens e dos animais / Cobiçam até a planície dos sonhos / Lugares eternos para descansar".
"Admirável Gado Novo", que mistura zabumba, ganzá e triângulo a um sofisticado arranjo de cordas de Paulo Machado, literariamente, vai pelo mesmo caminho: "O povo foge da ignorância / Apesar de viver tão perto dela / E sonham com melhores tempos idos / Contemplam essa vida numa cela / Esperam nova possibilidade / De verem esse mundo se acabar".
A grave "Falas do Povo", uma espécie de "marcha fúnebre nordestina", é outra que expõe bem as mazelas do povo daquela região. A autobiográfica e pungente "Garoto de Aluguel (Taxi Boy)", por sua vez, fala de um trabalho que Zé Ramalho teve que fazer logo que chegou, sem dinheiro, ao Rio de Janeiro: "Minha profissão é suja e vulgar / Quero um pagamento para me deitar / Junto com você estrangular meu riso / Dê-me seu amor que dele não preciso". Musicalmente, essa canção é a que mais destoa do álbum todo. Nela, Ramalho acompanhou-se apenas por uma orquestra de cordas. E a pesada letra acabou caindo muito bem no camerístico acompanhamento.
Mas o misticismo de Zé Ramalho também estava presente no álbum e o melhor exemplo disso é a faixa "Beira-Mar", que a despeito de sua imensa e intricada letra, fez grande sucesso.
O xote "Mote das Amplidões" é outra canção do álbum que vai pelo mesmo caminho, assim como "Jardim das Acácias" (uma das grandes composições de Zé Ramalho), cheia de guitarras distorcidas de Pepeu Gomes e um grandioso arranjo de cordas de Paulo Machado. A letra é mais uma pérola do cantor paraibano: "A papoula da Terra do Fogo / Sanguessuga sedenta de calor / Desemboco o canto nesse jogo / Como a cobra se contorce de dor / Renegando a honra da família / Venerando todo ser criador".


Finalizando o álbum, além do "choro nordestino" instrumental "Agônico", o maior sucesso da carreira de Zé Ramalho. A versão de "Frevo Mulher" constante no disco, no entanto, é um pouco diferente da festa sonora que ouvimos atualmente em seus shows. Uma verdadeira orquestra de metais (10 músicos no total), fizeram de "Frevo Mulher", uma espécie de um "frevo-marchinha-fúnebre-de-carnaval".
Numa entrevista, Zé ramalho comentou sobre a obra: "Foi o meu segundo disco. Veio implacável, com letras furiosas e políticas, ditas num tom profético e nordestino, passando para a época uma fornada de músicas, que marcaram a minha carreira para sempre. [...]
 Aqui neste disco estão: "Admirável Gado Novo" (que virou hino popular), "Garoto de Aluguel" e "Beira-Mar", além de "Jardim das Acácias" e "Frevo - Mulher". Tem um sabor de luta e vitória, amor e revolta, que o poeta sentia na época em que fez estas canções. Tempo de ditadura militar e perseguição aos artistas."
Daí para frente, Zé Ramalho conquistou cada vez mais espaço. Outros discos geniais se seguiram, mas a sua luta estava apenas começando. Apesar de seu talento incontestável como compositor e cantor, os grandes especialistas em MPB nunca levaram nosso humilde herói muito a sério. Sua música é considerada por estes "detentores do bom gosto" como exótica, mística e cheia de imagens desconexas. Cobravam de Zé Ramalho o racionalismo e a crítica política clara e aberta. Simplesmente não compreendiam suas críticas cheias de símbolos e metáforas. Não aceitavam o seu tom profético e visionário, tão compreensível para quem veio da cultura nordestina e não negava esta cultura. O "misticismo" do povo simples do sertão nordestino felizmente continuava correndo nas veias de Zé Ramalho.
Os críticos respeitavam apenas a música que se encaixasse em determinados modelos. A vertente do samba, uma verdadeira imposição cultural do Rio de Janeiro para o resto do Brasil, era um dos modelos aceitos. Outro era a bossa nova, para os críticos símbolo de requinte musical. Além disso, os grandes medalhões da MPB como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, com os seus discursos racionalistas e de crítica política, eram o grande exemplo a ser seguido. Nosso cantador não se adequava a esses cânones culturais. Sua música continuava tipicamente nordestina, forte, intensa e com personalidade própria. Ironicamente, este era o principal motivo para a sua não aceitação pelos veículos culturais do sul e sudeste. Também contribuía para isso o preconceito contra os nordestinos e a sua cultura popular. Não esquecer que nordestinos como Caetano e Gil eram aceitos porque flertavam claramente com o samba e a bossa nova.


Nosso herói atravessou os anos oitenta enfrentando o desprezo dos críticos de "bom gosto" e considerado "cult", música para uns poucos fanáticos. Apesar de ignorado pela crítica, a sua força junto a população crescia cada vez mais, inclusive no sudeste. O envolvimento cada vez maior com as drogas, no entanto, foi um novo golpe, muito difícil de assimilar. Chegou o momento mais crítico desta história. O compositor ainda tinha a mesma força, mas o intervalo entre os álbuns começa a se tornar maior. Parecia que os dramas pessoais, somados ao desprezo e preconceito da crítica começavam a abater nosso herói. A virada para os anos noventa foi atribulada, mas esta nova década traria novos ânimos para o nosso cantador.
Zé Ramalho mudou-se para Fortaleza em 1980, onde escreveu seu livro "Carne de Pescoço". O terceiro álbum "A Terceira Lâmina", foi lançado em 1981 e logo após, veio o quarto disco "Força Verde", em 1982.
Em 1983, após o lançamento do quinto álbum, "Orquídea Negra", terminou sua relação com Amelinha e se mudou para o Rio de Janeiro. Depois de gravar "Por aquelas que foram bem amadas ou para não dizer que não falei de Rock", no início do ano de 1984, casou com Roberta Ramalho, com quem é casado até hoje.
Os anos 80 seriam palco de uma queda no sucesso de Zé Ramalho, com o lançamento dos álbuns "De Gosto de Água e de Amigos" (1985), Opus Visionário (1986) e Décimas de um Cantador (1987). Uma possível causa dessa fase ruim seria o uso de experimentalismo na música. Em 1990, ele tocou nos Estados Unidos para um público brasileiro.
Zé Ramalho foi acusado na edição da revista Veja de 21 de julho de 1982 de plagiar na letra da canção "Força Verde" , um texto de William Butler Yeats utilizado como introdução pelo roteirista Roy Thomas numa revista em quadrinhos do Hulk publicada no Brasil 10 anos antes pela GEA.
Após esse fato, outras acusações de plágio vieram a tona, uma delas foi referente a uma música de muito sucesso cantada por Amelinha (Mulher nova, bonita e carinhosa…), porém, todas as acusações se mostraram inidôneas.


Em 1991, sua única irmã, Goretti, morreu. Ainda assim, gravou seu décimo primeiro álbum "Brasil Nordeste", que continha regravações de músicas típicas nordestinas e voltou ao seus tempos de sucesso. A canção "Entre a Serpente e a Estrela" foi utilizada na trilha sonora da novela Pedra Sobre Pedra. Em 1992, lançou o álbum "Frevoador".
Em 1996, gravou o álbum ao vivo "O Grande Encontro" com Elba Ramalho e os famosos nomes da MPB Alceu Valença e Geraldo Azevedo. No mesmo ano, lançou o álbum "Cidades e Lendas".
O sucesso de "O Grande Encontro" foi grande o suficiente pra que Zé Ramalho decidisse gravar uma nova versão de estúdio em 1997, desta vez sem Alceu Valença. O álbum vendeu mais de 300.000 cópias, recebendo os certificados ouro e platina.
Para celebrar seus vinte anos de carreira, lançou o CD "Antologia Acústica". A gravadora Sony Music também lançou uma box set com três discos: um de raridades, um de duetos e um de sucessos. A escritora brasileira Luciane Alves lançou o livro "Zé Ramalho – um Visionário do século XX".
Antes do fim do milênio, o sucesso "Admirável Gado Novo" (primeiramente lançado no álbum A Peleja do Diabo com o Dono do Céu) foi usado como tema do líder sem terra Regino, personagem emblemático de Jackson Antunes na novela "O Rei do Gado". Ele também lançou o álbum "Eu Sou Todos Nós", seguido do "Nação Nordestina", sendo que nesse último a música nordestina foi novamente explorada. O álbum foi indicado para o Latin Grammy Award de Melhor Álbum de Música Regional ou de Origem Brasileira.
O primeiro trabalho do século XXI foi o álbum tributo "Zé Ramalho Canta Raul Seixas", com regravações de canções do músico baiano. Dividiu o palco com Elba Ramalho no Rock in Rio III. Em 2002, a Som Livre lança um CD de grandes sucessos chamado "Perfil". Também em 2002, veio o décimo sétimo álbum, "O Gosto da Criação".


Em 2003, "Estação Brasil", um álbum com várias regravações de canções brasileiras e uma inédita foi lançado. Fez uma participação especial na faixa "Sinônimos" do álbum Grandes clássicos sertanejos, de Chitãozinho & Xororó.
Em 2005, gravou seu único álbum solo ao vivo, "Zé Ramalho ao vivo". Seu mais recente álbum de inéditas "Parceria dos Viajantes" foi lançado em 2007 e indicado para o Latin Grammy de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira.
Em 2008, um álbum de raridades chamado "Zé Ramalho da Paraíba" foi lançado pela Discoberta, seguido de um novo álbum de covers "Zé Ramalho canta Bob Dylan - Tá tudo mudando", homenageando o músico americano. Em 2009, um novo álbum de covers "Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga" foi lançado para homenagear o músico pernambucano.
Em 2010, continuou homenageando suas influências com o álbum "Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro". Seu trabalho mais recente de covers é o álbum "Zé Ramalho Canta Beatles", lançado em agosto de 2011, com regravações do Fab Four. É o seu quarto álbum de covers em três anos.
Em 2012, lançou o seu primeiro disco de inéditas em cinco anos, "Sinais dos Tempos", por meio de sua nova gravadora própria, Avôhai Music.
No dia 22/09/2013, tocou ao lado da banda de metal Sepultura no palco Sunset do Rock in Rio 2013, no espetáculo que foi chamado de "Zépultura". O show foi bastante elogiado pela crítica e agradou ao público presente.
Enfim, Zé Ramalho é um cantor e compositor incomparável e magnífico, mas com pouco espaço dentro da MPB. Símbolos e metáforas não serão facilmente digeridos pela massa e se o grande paraibano conquistou o sucesso com seu cântico profético falando do homem e do povo, foi com muita luta e trabalho, enfrentando problemas pessoais, processos e o preconceito.

Ficha técnica
Produção: Carlos Alberto Sion
Direção de estúdio: Carlos Alberto Sion / Zé Ramalho
Direção Musical: Zé Ramalho / Paulo Machado / C.A Sion
Assistentes de Produção: Marcelo Falcão / Lígia Itiberê
Arranjos de Cordas e Metais: Paulo Machado
Regência: Paulo Machado
Arranjos de Base: Zé Ramalho
Técnicos de Gravação: Manoel Magalhães e Eugênio de Carvalho
Assistente de Estúdio: Pedrinho
Arregimentador: Gilson de Freitas
Técnicos de Mixagem: Manoel Magalhães e Eugênio de Carvalho

Ficha técnica da capa
Concepção de capa: Zé ramalho
Cenários e fotos: Ivan Cardoso
Diagramação e Montagem: Oscar Ramos e Luciano Figueiredo
Logotipo: Pedro Osmar
Participação Especial : Zé do Caixão, Xuxa lopes, Hélio Oiticica, Mônica Schmidt e Satã (Isso consta no LP)
Maquiador: Gilberto Marquez
Assistente: Carminha
Coordenação: Carlos Alberto Sion

Músicas

Lado A
A Peleja do Diabo com o Dono do Céu – 4:24
Admirável Gado Novo – 4:53
Falas do Povo – 4:11
Beira-Mar – 3:54
Garoto de Aluguel (Taxi Boy) – 3:03

Lado B
Pelo Vinho e Pelo Pão – 3:19
Mote das Amplidões – 3:57
Jardim das Acácias – 5:10
Agônico – 1:43
Frevo Mulher – 3:38

Faixas bônus da reedição de 2003
Admirável Gado Novo (instrumental) – 4:49
Mr. Tambourine Man  – 2:26
Hino Amizade – 3:06
O Desafio do Século – 3:41

Fotos do vinil



Resenha baseada nos artigos de Luiz Felipe Carneiro em <http://www.sidneyrezende.com>,  <http://somdodisco.blogspot.com> e o artigo "Um Visionário Nordestino" de Evandro C. Guimarães. 

2 comentários:

  1. Os 4 ou 5 primeiros discos de Zé são os mais profícuos de sua carreira e sintetizam um "best of" que normalmente se faz sobre o cantor e compositor. Tenho este disco, muito bem feito em tudo, até na arte da capa e encarte bem transado. Item de respeito em qualquer coleção da MPB.

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