Coleção de Vinil

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Selecionados 05 | Now That's What I Call Quite Good (1988) - The Housemartins

Na quinta resenha da sessão Selecionados, trago mais uma resenha escrita pelo leitor Alvaro Az sobre o álbum Now That's What I Call Quite Good (1988) da banda The Housemartins. Agradeço ao Alvaro pela disponibilidade e empenho em escrever a resenha para o blog.
Você também pode participar da seção Selecionados, escreva a resenha, leia o regulamento e envie para o nosso email <devoltaparaovinil@gmail.com>. 

Ano: 1988
Gravadora: Crysalis records & Elektra
Gênero: Indie Rock
Obs: o álbum não está a venda.

Esta é uma coletânea de 24 músicas da banda de Hull, Inglaterra, que durou apenas 3 anos (1985-1987). Contém singles e as principais músicas de seus dois discos de estúdio.  O primeiro 'London 0 x 4 Hull" nem sequer chegou a sair por aqui.
Os Housemartins ou "a banda que gostava de dizer não” se caracterizaram pelo vocal marcante de Paul Heaton (muitas vezes utilizando-se de recursos à capela como em “Caravan of love” - único número 1 da banda nas paradas - “Lean on me”  ou ainda “I´ll be your shelter”), uma sonoridade baseada em guitarras (como o The Smiths ou os Commotions de Lloyd Cole) além de uma excepcional cozinha. Também encontramos metais e pianos pontuais em arranjos matadores como em “Bow down” e “The people who grinned themselves to death” – título do único álbum deles lançado no Brasil.
As harmonias traziam o jingle-jangle característico do rock inglês da época em músicas como “We´re not deep”, “Sheep”, “Always something there to remind me” ou “ The mighty ship” - uma homenagem à igreja batista de Chicago.
Lá estão hits da banda no Reino Unido e Nova Zelândia como “Happy hour”, “Me and the farmer”,a balada "Think for a minute”, "Five Get Over Excited" e o mega-hit no Brasil “Build”, esta última tendo estourado nas rádios e ficando conhecida por seu refrão como “melô do papel”.  Muitos pensaram se tratar de uma canção romântica, sendo, na verdade, uma crítica feroz ao progresso sem fronteiras.

A política e os temas sociais estão presentes na maioria das letras da banda, mesmo nas baladas (como na belíssima “Flag day”, que alfineta a realeza britânica) e em “Sitting on a Fence”.
A banda faz releituras de outros artistas como em “I´ll be your shelter” (Luther Ingram) e “You´ve got a friend” (Carole King), mas sem resultados dignos de nota.
Após o fim do quarteto, o batera Dave Hemingway e Heaton fundaram o “Beautiful South”, cuja sonoridade não ficou distante dos Housemartins – gravando vários álbuns com alguns hits no Reino Unido.  Curiosamente, o baixista Norman Cook enveredou pelas pick-ups tornando-se o bem sucedido DJ “Fatboy Slim”. Stan Cullimore (guitarrista) deixou a música.  Este álbum traz outros dois nomes da banda em sua primeira formação: Hugh Whitaker (bateria) e Ted Key (guitarra). Ambos saíram da banda antes do segundo trabalho.

 
Meu exemplar provém da Zoyd (ótima loja no Centro de São Paulo) e é um disco raríssimo por aqui, tendo sido editado apenas em cd. Outro destaque do álbum em formato Gatefold é a belíssima capa do francês Pierre Jahan com a torre Eiffel ao fundo. É o rock inglês pós-punk com todo o seu vigor.
Escrito por Alvaro Az.

Integrantes
Paul Heaton - vocalista
Stan Cullimore - guitarrista
Norman Cook - baixista
Dave Hemingway - baterista e vocal de apoio

Músicas
1. I Smell Winter
2- Bow Down
3- Think for a Minute
4- There Is Always Something There to Remind Me
5- The Mighty Ship
6- Sheep
7- I'll Be Your Shelter
8- Five Get Over Excited
9- Everyday's the Same
10- Build
11- Step Outside
12- Flag Day
13- Happy Hour
14- You've Got a Friend
15- He Ain't Heavy
16- Freedom
17- The People Who Grinned Themselves to Death
18- Caravan of Love
19- The Light Is Always Green
20- We're Not Deep
21- Me and the Farmer
22- Lean on Me
23- Drop Down Dead
24- Hopelessly Devoted to Them

Fotos do vinil



Fotos: Alvaro Az
O De Volta Para o Vinil não possui qualquer responsabilidade sobre as informações veiculadas nessa resenha. 
As fotos, capas, álbuns, vídeos e músicas são todos de direitos reservados à banda The Housemartins, as gravadoras e aos fotógrafos que as produziram. O autor da resenha utiliza dessas, apenas para divulgação do álbum ou do artista abordado na resenha.

Um comentário:

  1. Este post também pode ser encontrado no meu blog http://amizadevinil.blogspot.com.br - Saudações.

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