Coleção de Vinil

sábado, 2 de janeiro de 2016

Épico 13 | Checkerboard Lounge - Live Chicago (1981) - Muddy Waters e The Rolling Stones

Ano: 1981 e lançamento 2012
Gravadora: Eagle Rock Entertainment
Gênero: Blues
Obs: o álbum não está a venda

Sabem aqueles momentos memoráveis da música que você gostaria de ter estado presente, mas infelizmente você só vai poder ver em um simples um vídeo ou DVD. Na história da música existem inúmeros momentos, mas hoje vou destacar algo bem simples e curto, que soa despretensioso e corriqueiro, mas que se tornou algo antológico para a história do Blues.
Viaje para Chicago no ano de 1981 e entre no antigo palco do Checkerboard Lounge, junto com nada mais nada menos que Muddy Waters & The Rolling Stones.
Como muitos sabem, versões piratas deste show vêm circulando há anos, até o lançamento do DVD pela Eagle Vision e posteriormente a magnífica versão em vinil e DVD, em 2012.
Uma das melhores coisas sobre esta noite é que tanto o DVD quanto o vinil transmitem o ambiente e a atmosfera do lugar: um clube noturno pequeno, escuro e esfumaçado, como tem de ser todo local que se toca Blues.
O mestre Muddy estava lá tocando com sua banda, na casa que pertencia a um discípulo e grande amigo Buddy Guy. De repente, alguém grita que os Stones, que estavam fazendo show na cidade, tinham chegado. Imponente, apesar da saúde frágil, com sua voz rouca e potente, Muddy chama os visitantes para uma “canja” ao final da apresentação naquela casa de show. Como crianças e meros aprendizes, os visitantes reverenciaram o mestre, que lhes deu alguma atenção e respeito, mas que deixou claro quem era o “cara” naquele lugar.
Astro principal da noite na casa de propriedade de Buddy Guy, em Chicago, Muddy Waters se deliciou ao ver Mick Jagger e Keith Richards babando e exultantes por estar ao lado de um de seus ídolos – talvez o maior ídolo dos Stones.

sábado, 29 de agosto de 2015

Coleção 20 | Songs From Bluffington (2015) - Doug

Ano: 2014 e 2015
Gravadora: Enjoy The Ride Records
Gênero: Trilha Sonora.
Obs: o álbum não está a venda

Quem viveu a infância nos anos de 1990 certamente não perdia um episódio de Doug.
No post Coleção de hoje, iremos não só falar dessa série fantástica que marcou a infância de muitos leitores, mas também do lançamento do compacto  "Songs from Bluffington" pela Enjoy The Ride Records, com a trilha sonora do desenho e as músicas da banda "The Beets".
A série do Doug foi baseada em um livro nunca publicado, "Doug Got a New Pair of Shoes", do artista e criador da série Jim Jinkins (mesmo criador de Pinky Dinky Doo) e do escritor Joe Aaron. Jinkins deu o nome de Doug ao personagem principal, depois que seu afilhado, Doug Eckhardt, se tornar reitor de Arte Histórica na Universidade da Pensilvânia. A ideia para o "Homem Codorna", um super-herói que Doug imagina em alguns episódios, foi baseada em um super-herói inventado por Jim Jinkins, quando ele era mais novo.
Ela estreou no Nickelodeon em 1991, ficando no ar até 1994. No Brasil, essa fase inicial foi exibida na TV Cultura e SBT posteriormente e  também na Band, dentro do programa PicNick Band. Em 6 de abril de 2009, a TV Cultura volta a exibir a primeira fase em dois horários: 13h30 e 17h30. Esses episódios foram produzidos entre 1991 até o início de 1995, com 3 episódios não-citados. Em 1996, a Disney produziu novos episódios dando continuidade aos produzidos pela Jumbo Pictures. Foram exibidos nos Estados Unidos no canal ABC de 1996 até 1999. Essa segunda fase foi exibida no Brasil pelo Disney Channel e pelo SBT no programa Cruj e também foi exibido na Rede Manchete através do Clube da Criança. Atualmente, a fase Nickelodeon é exibida de segunda a sexta as 13:30 na TV Cultura, horário que nós maiores de 25 anos não podemos assistir.

nick.com

sábado, 8 de agosto de 2015

Novidade 13 | In My Soul (2014) - Robert Cray Band

Ano: 2014
Gravadora: Mascot Label Group
Gênero: Blues, Blues Contemporâneo, Eletric Blues, Soul, Funk e R&B.
Obs: o álbum não está a venda

Na seção Novidade de hoje, vou falar de um cantor, compositor e guitarrista americano que sempre montou a linha perfeita calçada no Blues, mas também com uma guitarra pungente, possui composições mergulhadas na alma do Soul: estou falando de Robert Cray.
Considero minha história com o Blues muito recente, coisa de uns cinco anos mais ou menos. Já conhecia algumas músicas, mas ainda não tinha escutado e estudado a fundo os grandes guitarristas e cantores do gênero. Nessa minha busca incansável por boa música e depois de ouvir cantores e guitarristas renomados como Steve Ray Vaughan, Muddy Waters, Buddy Guy, Eric Clapton, John Lee Cooker, Robert Johnson e muitos outros, comecei a pesquisar guitarristas dentro do sub-gênero Blues Contemporâneo e fiquei encantado pelas composições de Gary Clark Jr, Guy King, Keb Mo e principalmente por Robert Cray. Porém, diferentemente de Gary Clark e Guy King, Keb Mo e Robert Cray não possuem uma carreia tão recente, já que seus primeiros álbuns datam de 1980, o "Rainmaker" e "Who's Been Talkin", respectivamente. Resolvi pesquisar mais a fundo os dois guitarristas e descobri belíssimas composições que tem o Blues como raiz, mas tem o swing e levada do Soul.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Selecionados 05 | Now That's What I Call Quite Good (1988) - The Housemartins

Na quinta resenha da sessão Selecionados, trago mais uma resenha escrita pelo leitor Alvaro Az sobre o álbum Now That's What I Call Quite Good (1988) da banda The Housemartins. Agradeço ao Alvaro pela disponibilidade e empenho em escrever a resenha para o blog.
Você também pode participar da seção Selecionados, escreva a resenha, leia o regulamento e envie para o nosso email <devoltaparaovinil@gmail.com>. 

Ano: 1988
Gravadora: Crysalis records & Elektra
Gênero: Indie Rock
Obs: o álbum não está a venda.

Esta é uma coletânea de 24 músicas da banda de Hull, Inglaterra, que durou apenas 3 anos (1985-1987). Contém singles e as principais músicas de seus dois discos de estúdio.  O primeiro 'London 0 x 4 Hull" nem sequer chegou a sair por aqui.
Os Housemartins ou "a banda que gostava de dizer não” se caracterizaram pelo vocal marcante de Paul Heaton (muitas vezes utilizando-se de recursos à capela como em “Caravan of love” - único número 1 da banda nas paradas - “Lean on me”  ou ainda “I´ll be your shelter”), uma sonoridade baseada em guitarras (como o The Smiths ou os Commotions de Lloyd Cole) além de uma excepcional cozinha. Também encontramos metais e pianos pontuais em arranjos matadores como em “Bow down” e “The people who grinned themselves to death” – título do único álbum deles lançado no Brasil.
As harmonias traziam o jingle-jangle característico do rock inglês da época em músicas como “We´re not deep”, “Sheep”, “Always something there to remind me” ou “ The mighty ship” - uma homenagem à igreja batista de Chicago.
Lá estão hits da banda no Reino Unido e Nova Zelândia como “Happy hour”, “Me and the farmer”,a balada "Think for a minute”, "Five Get Over Excited" e o mega-hit no Brasil “Build”, esta última tendo estourado nas rádios e ficando conhecida por seu refrão como “melô do papel”.  Muitos pensaram se tratar de uma canção romântica, sendo, na verdade, uma crítica feroz ao progresso sem fronteiras.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Épico 12 | Rhapsody of Fire

Depois de falar de grandes nomes do Power Metal como o Helloween, Avantasia, Edguy e Angra, no post Épico de hoje, vou falar de uma das pioneiras do subgenero Symphonic Metal: o Rhapsody of Fire.
O Rhapsody of Fire (anteriormente conhecido como Rhapsody e, originalmente, como Thundercross) é uma banda italiana de Symphonic Metal liderada por Alex Staropoli . Desde sua formação em 1993, a banda lançou dez álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo, dois EPs e um DVD ao vivo. Rhapsody of Fire é conhecida por suas conceituais letras que constituem uma história fantástica ao longo de todos os álbuns.
Rhapsody foi criado por Luca Turilli e Staropoli e, em julho de 2006, a banda mudou seu nome para Rhapsody of Fire devido a problemas de marca registrada. Em 2011, após o lançamento de "From Chaos to Eternity", que conclui a "The Dark Secret Saga" e depois de 18 anos como co-líder da banda, Turilli deixou Rhapsody of Fire para formar uma nova banda Rhapsody, Rhapsody de Luca Turilli , juntamente com dois outros membros que saíram com ele, Patrice Guers e Dominique Leurquin . Eles descrevem sua discografia como uma continuação paralela do Rhapsody of Fire, com o seu primeiro álbum auto-intitulado. Dessa forma, eles consideram que não deixaram a banda, mas dividiram amigavelmente em duas.

Foto: Diego Kloss

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Nostalgia 14 | Os Goonies - Trilha Sonora

Ano: 1985
Gravadora: Warner Bros Records
Gênero: Trilha Sonora
Obs: o álbum não está a venda

Para a seção Nostalgia, resolvi escrever sobre um filme que em 2015 comemora 30 anos e marcou muito a minha infância e a de muitos leitores. Estou falando de 'Os Gonnies', filme de 1985 produzido por Steven Spielberg, escrito por ele e Chris Columbus e dirigido por Richard Donner.
Primeiro foi falar brevemente a respeito do enredo do filme para num segundo momento abordar a espetacular e contagiante trilha sonora do filme, incluindo também a trilha orquestrada.
Os Goonies conta a história de um grupo de amigos que está passando seus últimos dias juntos antes que um empreendimento, que vai passar por cima do bairro, obrigue os pais a venderem as propriedades e se mudar. Mikey Walsh (Sean Astin, de "Coragem Sob Fogo" e "Memphis Belle - A Fortaleza Voadora"), Brand Walsh (Josh Brolin, de "Mod Squad - O Filme" e "O Homem Sem Sombra"), "Chunk" Cohen (o astro de TV Jeff Cohen, em sua única aparição cinematográfica), "Bocão" (Corey Feldinan, de "Gremfns" e "Conta Comigo"), "Data" Wang (Johnathan Ke Ouan, de "Indiana Jones e o Templo da Perdição") Andy Carmichael (Kerri Green, de "A Inocência do Primeiro Amor" e "A Morte Como Herança") e Stef Steinbrenner (Martha Plimpton, de "O Olho de Deus" e "Stanley & Iris") são os personagens principais da trama.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Discografia 11 | Jack Johnson

Fiquei um bom tempo sem escrever resenhas devido a falta de tempo e a correria que foram esses últimos meses. Mas sem entrar muito em detalhes, vamos ao que interessa, pois hoje resolvi escrever um pouco sobre um dos melhores representantes Folk Rock e Soft Rock: o cantor, compositor e surfista americano Jack Johnson.
Jack Hody Johnson, nasceu em Honolulu no dia  18 de maio de 1975, cresceu na Baía Norte de Oahu, no Havaí e atualmente vive em Haleiwa.
O filho do surfista Jeff Johnson tomou um interesse na profissão do pai e começou a aprender a surfar com 5 anos de idade. Aos 17 anos, ele se tornou o mais novo convidado para fazer a final e surfar na Pipeline Masters de Oahu. Uma semana depois, no entanto, sua passagem como um surfista profissional terminou quando ele sofreu um acidente em Pipeline.
Jack Johnson se graduou na Kahuku High School. Ele viria a frequentar a Universidade da Califórni, em Santa Barbara e formar-se em 1997, com um BA em Estudos de Cinema. Embora Johnson tivesse aprendido a guitarra com 8 anos, começou a praticar efetivamente aos 12, mas sua paixão pela música cresceu quando fez parte de uma banda na faculdade.